NITERRA mostra tecnologias modernas de seus produtos
Dia do Mecânico: como tecnologias modernas transformam a rotina das oficinas
A evolução dos motores transformou profundamente o trabalho nas oficinas. No Dia do Mecânico, celebrado neste 20 de dezembro, a Niterra do Brasil, detentora das marcas NGK e NTK, destaca como a chegada de novas tecnologias, a exemplo dos motores de baixa cilindrada com turbo, injeção direta (GDI) e alta eficiência energética trouxe novos desafios, exigindo domínio técnico cada vez maior dos profissionais da reparação.
Nos últimos anos, inovações antes restritas a veículos premium foram incorporadas ao dia a dia das oficinas. Motores compactos, com maior pressão na câmara de combustão e tolerância cada vez menor, demandam componentes de ignição e injeção desenvolvidos com rigor técnico. Isso eleva o nível de atenção no diagnóstico, na manutenção e na qualidade dos serviços. De acordo com Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra, há um conjunto de especificações que os mecânicos de hoje precisam dominar. Confira abaixo as principais.
1- Velas (utilizar outro termo por ex: metais preciosos) para motores GDI e turbo possuem pressão interna elevada e funcionamento constante próximo ao limite térmico. Esses modelos demandam velas de ignição altamente específicas. Por isso, para mitigar o risco de LSPI (Low Speed Pre-Ignition) — fenômeno de pré-ignição em baixa rotação e alto carregamento — velas com eletrodos finos e materiais nobres (platina e irídio) com grau térmico mais frio, foram adotadas como padrão pelas montadoras, por melhorar a eficiência de queima da mistura ar/combustível.
A redução no diâmetro da rosca, o aumento do alcance e o torque mais baixo de aperto são reflexo direto do menor espaço nos cabeçotes modernos. O uso de torquímetro é mandatório para evitar o rompimento da rosca, trincas e falhas na troca térmica. Velas com maior grau térmico também tornaram-se frequentes, favorecendo a dissipação de calor em motores mais potentes.
2- Sensores MAP, MAF são a base para diagnósticos precisos uma vez que a eletrônica embarcada elevou o nível de complexidade dos diagnósticos. MAP e MAF tornaram-se protagonistas no cálculo e medição de massa de ar que está ingressando no motor e qualquer leitura incorreta irá afetar o cálculo do combustível injetado, podendo gerar uma falha do sistema de injeção. Um vazamento de vácuo, por exemplo, pode criar sintomas parecidos com defeitos de sensor.
O domínio dos sinais permite separar, com mais precisão, problemas eletrônicos de físicos. Máquinas de fumaça, facilita o diagnóstico de entrada de “ar falso”. Testes de compressão e vazão de cilindros são essenciais para confirmar se o problema não é mecânico no motor, e monitoramento de pressão de turbo, indica problemas na turbina ou regulação de pressão de turbo.
3- Cabos de ignição, bobinas e velas trabalham juntos para conter a interferência eletromagnética (EMI). Automóveis modernos seguem normas rígidas de radiofrequência e a resistência interna dos componentes do sistema de ignição são projetados para atenuar o ruído gerado pelo sistema. Muitos motores modernos possuem velas com resistência especial para atender as especificações dos motores. Quando um cabo, velas ou bobina, fora da especificação são instalados, o resultado pode ser imprevisível e vai de falhas intermitentes a erros em módulos eletrônicos que não apresentam, à primeira vista, relação com o sistema de ignição. Consultar o catálogo ou App da NGK garante que os componentes mantenham a especificação adequada ao projeto do veículo.
Treinamento contínuo é o novo pilar da competitividade das oficinas
Diante da crescente complexidade, a atualização constante da equipe de mecânicos é parte da estratégia de sobrevivência das oficinas. Investir em scanners avançados e atualizados, ferramentas especiais e gestão profissional também é determinante para produtividade, assertividade e rentabilidade.
Fonte: RPMA Comunicação